E quando seu parceiro comercial é “o gato e não a lebre” que sua empresa desejava?
Hoje vamos falar em um cenário não hipotético e que acontece com alguma frequência, até porque neste ano me deparei algumas vezes com esta situação. Então vamos aos fatos! Durante um dos processos de consultoria o cliente me apresentou um certificado de qualificação que foi solicitado para seu parceiro comercial, porém quando fomos levantar informações complementares, como registros e evidências, toda documentação estava registrada em nome da outra empresa, aquela com nome similar e não certificada. Ao pesquisar, encontramos que este parceiro comercial estava se utilizando do certificado de sua empresa já certificada, porém no dia a dia se utilizando da outra, de forma recorrente no mercado, isto porque está não certificada deva estar possivelmente com algumas pendencias que o impeça de obter a certificação. Mas ok, este é apenas o alerta para nosso conteúdo de hoje. Devemos inicialmente compreender que, contratar e trabalhar com uma empresa não certificada ou não devidamente qualificada, em qualquer sistema de gestão, pode trazer para o contexto do negócio a exposição à riscos que podem afetar diretamente em seu processo de prestação de serviço, em sua reputação e até mesmo a sua capacidade de atender a regulamentações e requisitos legais. Além disso, a exposição gerada por empresas como a acima ilustrada, com o uso indevido e inadequado de certificações pode gerar consequências igualmente graves. E aqui vamos explorar alguns destes riscos com maiores detalhes. Como acima já tratado, temos a necessidade direta de promover a qualificação do produto ou serviço oferecido, e caso alguma empresa não possua uma determinada certificação, ou não tenha passado por um processo analítico de verificação e validação de controles, ela portanto não está adequada para efetuar o atendimento proposto, e assim sua contratação poderá em si gerar complicações no processo, como por exemplo na promoção de clientes retrabalhos, aumento na exposição das vulnerabilidades, e até mesmo eventuais perdas de negócios. Outra questão importante a ser atentada, esta voltada ao risco regulatório, visto que o demonstrado pelo exemplo acima pode ser caracterizado como algo similar a falsidade ideológica, promovendo até mesmo com os órgãos regulatórios violações, multas e até mesmo litígios. Isto tudo sem falar no sempre combatido custo do processo. Pois o uso de uma empresa não qualificada poderá elevar custos, como a necessidade de inspeções (auditorias) frequentes, necessidades de correção de desvios, impactando diretamente na rentabilidade e eficiência operacional. Ao analisar isto tudo, é necessário que as empresas repensem o formato de como estamos buscando as relações comerciais com nossos parceiros comerciais. Parcerias mal estruturadas podem impactar a reputação, maximizar riscos como interrupções ou atrasos, afetando sua capacidade de atendimento de forma consistente e sendo prejudicial a longo prazo. No mais, é importante ter a consciência que, empresas que se utilizam de forma indevida de suas certificações, com vistas a se promover ou se destacar no mercado, devem ter sua confiabilidade analisada. Isto porque promovem um processo enganoso, levando seus clientes a tomar decisões erradas de contratação, visto seu formato de atuação e envolvimento em práticas antiéticas ou até mesmo fraudulentas. Por fim, para que possamos mitigar tais riscos, é essencial que tenhamos o claro entendimento da necessidade de condução de processos completos de due diligence ao selecionar e promover a manutenção de nossos parceiros comerciais, avaliando sua estrutura, idoneidade e capacidade de cumprir os requisitos associados às certificações esperadas ou desejadas. Além disso, é importante verificar se tais certificações são legítimas e relevantes para as operações da empresa. A auditoria de verificação e validação, e o regular monitoramento dos parceiros comerciais, devem ser práticas habituais para garantir que os padrões de atendimento sejam mantidos ao longo do tempo. No mais, esteja sempre atento para não cair no erro de comprar “gato por lebre”, e assim, determine medidas para uma verificação proativa, minimizando os riscos e garantindo relacionamentos sólidos e confiáveis.
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